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O que você não sabe sobre a muralha da China

Com seus mais de dois mil anos, a grande muralha da China tem um contexto histórico muito interessante. Separamos algumas curiosidades sobre a muralha.

Várias muralhas em uma

Por volta de 700 anos antes de Cristo, várias muralhas já estavam sendo construídas. Geralmente, elas eram fortificações feitas de pedra, tijolo, terra compactada, madeira e outros materiais, construídas ao longo de uma linha leste-oeste através das fronteiras históricas do norte da China para proteger os Estados e impérios chineses contra as invasões dos vários grupos nômades, principalmente os mongóis. Mais tarde, ao unir os sete reinos que formavam a China antiga, o imperador Qin Shihuang (259-210 a.C.) começou a unificar as muralhas, aproveitando as inúmeras fortificações construídas pelos reinos conquistados. Naquela época, a Grande Muralha da China tinha aproximadamente três mil quilômetros de extensão, mas, com o passar do tempo, ela foi ampliada nas dinastias seguintes.

Uma obra desnecessária na época

Durante muito tempo pensou-se que a Grande Muralha foi construída para proteger o Império contra a ameaça de invasão por tribos vizinhas. Mas, a verdade, o Império de Qin não corria qualquer perigo em relação às tribos do norte quando a muralha começou a ser construída. A Grande muralha seria uma defesa contra ataques futuros, porém, o custo em vidas humanas foi muito auto para uma estrutura que não era uma necessidade imediata.

A ideia da muralha pode ter nascido da obsessão de Qin pela segurança e da sua paixão por grandes projetos. Porém, pode ter outras razões para sua construção, como: a muralha seria um local conveniente para onde enviar os desordeiros e fazê-los trabalhar; A construção da muralha também dava emprego aos milhares de soldados sem trabalho, depois que a formação do império pôs fim à guerra entre os estados. Além disso, logo que a muralha ficasse terminada, teriam de ser colocados soldados em toda a sua extensão, assegurando-se assim que grande parte do exército seria mantida bem longe do capital.

Já foi abandonada

Com a expansão chinesa na direção norte, por volta do século XVI, na Dinastia Qing, a muralha perdeu a sua função estratégica, vindo a ser abandonada a partir de 1664. Mas, no século XX, na década de 1980, Deng Xiaoping deu prioridade à Grande Muralha como símbolo da China, estimulando uma grande campanha de restauração de diversos trechos. Porém, a requalificação do monumento como atração turística sem normas para a sua utilização adequada, aliada à falta de critérios técnicos para a restauração de alguns trechos, como o próximo a Jiayuguan, no Oeste do país, onde foi empregado cimento moderno sobre uma estrutura de pedra argamassada, que levou ao desabamento de uma torre de seiscentos e trinta anos, geraram várias críticas por parte dos preservacionistas, que estimam que cerca de dois terços do total do monumento estejam em ruínas.

Extensão

A Grande Muralha estende-se desde de Jiayuguan, no lado oeste, até a foz do rio Yalujiang, no lado leste. Ela passa pelo Deserto de Gobi, pelas províncias de Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu e  pelas regiões da Mongólia e Ningxia.

Em 2012 foi anunciado que a Muralha da China mede 21196 quilômetros na totalidade e aproximadamente 7 metros de altura. Esta medida contempla todas as paredes que foram alguma vez construídas, mesmo as que já não existem.

Patrimônio Mundial

A partir de 2007, a Muralha da China foi considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno. Mas, antes disso, em 1986, além da Muralha, a China possui os Palácios Imperiais das Dinastias Ming e Qing em Pequim e Shenyang, o Sítio do Homem de Pequim em Zhoukoudian, as Grutas de Mogao em Dunhuang, o Exército de Terracota e o Monte Tai que estão na Lista de Património Mundial da UNESCO.

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